
Mulheres são mestres em dizer que homens são todos iguais...
Homens, que mulheres são incompreensíveis...
Mas...Iguais, têm viézes incomparáveis; ao passo que, incompreensível, quer dizer que algo foge à razão - Deve ser a falta de sensibilidade...
Ora, há homens sensíveis que mulheres não compreendem...
E mulheres feitas em série, buscando amores
de catálogo que só iguais produzem...
parece, mas
- Poesia ou essa infecção por máscaras?
Devia ser a única escolha!
A maioria de nós - espécie - É capaz de vínculos amorosos saudáveis...
Mas surta nos papéis...
Alguns homens lutam. Assumem quem são.
Sangram por transformações e buscam a beleza no empoderamento...
Abandonando certas ambições, pagam caro!
Pagam quanto valem...
Poucas mulheres aceitam um homem pelo que É ... O endereço do machismo é esse mesmo... Mulheres devem ser aceitas pelo que são, mesmo despersonalizadas. Homens devem prover, do contrário, são intolerantes, indecentes e ilegais.
Por isso mesmo, outros decantam paz e libido na provedoria infeliz ou tornam-se eternos feridos, purulentos, buscando mulheres de plástico que não doam...
Humanidade é busca entre seda e fúria...Amor sem seda é frio, sem fúria é morno, sem humanidade não é amor...É narcisismo.
Vale o mesmo para mulheres iguais e seus homens indolores...
Infinita é a cólera subscrita aos contratos de amor...Cólera que dorme nos vincos das assinaturas, uma vez que frutificamos novas equações hormonais a cada toque ou repulsa... Se a lunação modifica desejos...Como jurar algo para sempre...Se era uma jura que, no fervor míope dos vinte anos, assumiu que o amor seria o mesmo na alegria e na doença, porquê temos que nos curar sozinhos e sem uma merda de um sorriso?
A cólera é óbvia. O suor não tem memória.Rara é a compaixão.
É por desilusão, esse enriquecimento torturante, que cada fio de cabelo encanecido nos revela a impotência pela ira, pois, perdermos - agora - as cláusulas meteóricas do amor enterradas no solo do passado...
Se não havia cláusula de compaixão... Eram encomendas de dor...
Contrato algum que se faça necessário, por ser contrato, prescinde da canalhice de obrigar a papéis, torcer almas...Assinou, esqueça o poeta -Teu destino agora é boi... Eu mesmo levei quase duas décadas para compreender que os que exigiram contrato, exigiam - Idade da pedra - Garantias... Queriam os papéis assegurados, pelo menos quanto ao dinheiro... Pois os demais tratos, sacrifícios e recíprocas não virão mais ao caso..
Morremos engasgados com o que estava implícito para cada cultura...
Não é? Não é? Não é?
É.
Aos que chamam a isso – prosperidade – lembro que sem amor, prosperidade é só um número ... Morremos de estatísticas também...Não de amor.
Aliás, se mamãe não disse nada sobre a mágica que une amor, sexo e prosperidade, não tema.
A recusa em aprender é autodidática...
Minhas condolências às partes, pois contratos de amor são apólices de seguro contra a felicidade... O único lastro é amor, entrega e dispensa cartório... O resto é pose de quem nem sabe do que se envergonha.. Todo contrato supra-amoroso é um paradoxo terminal,redigido pelo medo da perda ou pela posse... Ao fim, quem amava, é capaz de chamar dor de álibi e negar que algo tenha sido sagrado...É capaz de trocar o lençol pelo feltro verde dos palpites...Amar, amar mesmo...Teve seu tempo...
A mágica acabou.
Um desperdiçou sua vida pelo outro... Simples assim.
Vamos às despesas que não estavam no texto?
Mas - Eu preciso desse desabafo - Nem tudo que reluz no fim do túnel é gravidez excludente ou trem...
Aliás, para todos esses casos em que porra nenhuma basta...
(E este era o propósito original do contrato...)
A luz no fim do túnel era só uma breve insinuação dos diversos usos das velas...
Sopraram...Quando o romance tornou-se suspense... E, daí, ficção...
Então, os primeiros azulejos do sonho começaram a cair.
Então, poemas matinais e flores na cabeceira passaram a valer nada.
Então, as vitórias foram desdenhadas e os esforços, pisoteados.
Então, soou como um gongo na alma - "Sacrificou-se porrrrque quishhhh!"
Bem a calhar, Nelson Rodrigues
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amor fugaz
"Todo amor é eterno. Se morre, não era amor"---------------------------------------------
O meu amor, sangrou até virar fantasma...
O que sobrou do maior amor do mundo,
comi com teu sal ...
Sim, todo engasgo é eterno...
Como a juventude em que insisto diante da
velhacaria de tanta gente infeliz que nos assolou .
Estava óbvio que restaria apenas o papel laminar que fora assinado.
Guerreiros têm dignidade. Melhor ter reféns.
Certamente, ao omitir socorro, isso estava decidido... Não é?
Ao contrário do que preconizam as novelas, minha ex-sogra e as possíveis descomposturas legais; responsabilidade , fracasso ou sacrifícios não compreendidos são questões fáceis de resolver com algum afeto...
Mas impossíveis pelo orgulho...
Na falta de afeto, o luto da rotina se encarrega dos amores...Querem costurar máscaras na cara, afirmando que o sangue é maquiagem e somos reduzidos a... Vitimas e vilões...
Há quem prefira manter o orgulho em riste até a miséria, a somar amor para a prosperidade... A isso, chamamos – Separação...
Uffa!...Gratidão aos céus por mais essas clarezas...
E, desculpem, às vezes, cansa ter tanto ombro...

A partir da ciência de que as mulheres que desejam a felicidade das estrelas não negam combustível ao seu foguete... E homens que dispensam mulheres de visitas às estrelas não passam de des-astrados... Continuemos a fiar...
Diz, meu coração...
Há, sim, mulheres inteiraças que sacaram que beleza vem de dentro : De dentro de sí próprias! Sacaram... Que isso vale para todos os homens... E que não precisam de uma noite escura, nem de uma carabina carregada de desprezo para brilharem...
Aliás, acredite, o que mais excita um homem é a beleza que reluz de dentro de uma mulher... O doce do olho... A dissimulação sem leque... A liqüefação de fêmea sob a ternura de menina... O magneto sutil, ligado... O interesse nítido do corpo - olhando de outro mundo - mas em posição para trocar o controle dos dínamos sem perder o tom de prece, cantoria ... Mulheres são autênticas quando emitem essa música...Não a emitem por menos... É como se tivessem o poder de ligar um neon na aura quando querem ser belas...
Não sou uma peça de alcatra e gosto de ser tratado como gente, não coisa... As que se insinuam a partir da bunda que me perdoem, não as excluo, mas é por pura esperança de saber se têm a reluzir... A carne é fraca e sou quase vegetariano...Quase...
E as outras... Bem... As outras continuam competindo para superar os homens do imaginário das mães - em pus e insensibilidade... Para estas ficam a louça, as batatas, as dietas e meus mais despreendidos mantras.
Busco mulheres luminosas que dispensem verniz, mas que ofusquem entre as próprias aspas ... Mulheres que se deixem carregar pela cintura, cheias de dignidade, praia adentro... Mar afora... Que se atirem no colo, no carro mesmo, certas como um entardecer... E, depois, perguntem - Como é que vim parar aqui?
Descobri que adoro mulheres que eternizem um café ou uma noite de luar com o mesmo sorriso... Mulheres que beijem à altura ... Mulheres que repitam meu verso espantadas por não tê-lo escrito...Mas que não escondam que o verso foi certeiro...
São elas que me interessam ... Mais que interessar, importam... Há que se compreender que lobos da minha idade queiram mulheres adultas, as que detém a sabedoria de que contém fêmeas a expressar ... Adultas... Maduras, não tardias... Não quero mulheres de calendário...Nem pelas fotos, nem pela conta dos dias...Mulheres com alma de mulher... Aquelas que descobriram que há vida após a maternidade...Que deram a luz a si mesmas...
E tem mais...
Salvador? Só na Bahia! Exceto que a fantasia seja deliciosa... Não sou príncipe... Nem bombeiro... Nem médico ...
Por menos que encantamento, não conte comigo...
Sirvo poemas matinais às que queiram poesia para voltar do cosmo... Sirvo café na cama, carinho à sombra de saladas construídas como paisagens... Pães afrodisíacos... A delicadeza que antecede as meditações... Sirvo um amante, sim, sem pressa... Vou nu ao jardim buscar uma flor para as carícias... Mas apenas para aquelas que sabem regular nas pupilas, o despertar ou fulminar de uma ereção ... Como a um luar ...
Ainda acredito que haja mulheres que amem poetas, homens iluminados - prósperos, por amados... Mulheres que sejam crianças o suficiente para mostrarem como brincam com as próprias luzes e iluminem o quarto comigo...Mulheres minhas. Apaixonadas... Acredito em quartos preparados de surpresa... E quartos encontrados dessa forma... Olhares no silêncio... Lágrimas de paixão... Tremeliques... Lenços de seda depois de um banho de estrelas... Ah, como acredito em mulheres que trocam gestos...
Ah...Mulheres ... Mostrem no primeiro encontro se vão ser cúmplices ou constrangedoras!
Mulheres que gostem de estoques de excitação... Que abram fendas no tempo para a saciedade...Fadas sem pressa com o poder do relaxamento... Bruxas possessas, sorridentes de magia e predisposição!
Amo mulheres que sinalizam desejo...E sofro com as que se acham vulgares por isso... Prefiro que sinalizem com um sorriso que não...Mesmo quando tremem suas narinas...
Graças aos céus não somos iguais. Nem comparáveis, nem competíveis...
Quer saber, acho que parte da velha busca de igualdade que moveu gerações, resultou desequilíbrios, desviou a todos do essencial para recrudescer papéis equivocados , imagens e mais orgulhos...Por isso...Antes mesmo de questionarmos - Iguais no quê? - Criamos duas tribos, cada uma com oito mil clãs, um milhão de sub-propósitos e infinitos estatutos, todos parcos de amor...Tribos plenas da competição, nossa maior miséria.
Não há amor que resista à competição...E à ansiedade pelo tempo...
Não há amor que resista a quem prefere ser cópia de mãe a ser mulher.
Aos que compraram uma metade de casal e modelos de família por catálogo - enquanto a corda balança - deixo mal aferrolhado o cadafalso dos carnês e as certezas lucrativas das seguradoras...Fiquem com as gritarias do porvir... Eu quero amor...

Procura-se mulher imperfeita, de luz própria, mas não opaca...
Mulher de verdade, a quem falte o ar sem o contentamento de ser amada, que não cuspa no seu feminino nem no que é sagrado ao seu homem...E pode me chamar de meu homem, sim.
Enfim, mulher, incondicionalmente ... Se é que não estou à deriva por chantagem...
Mulher que ferva em ser desejada e despeje o caldo sobre seu poeta com toda a luz de estar presente...Quem se dá o direito de amar? Quem vai além do presídio das contas e almoços de família por amor? Quem vai além da lâmina do silêncio, afiada pelo orgulho?
O amor é a única coisa que vale qualquer preço...Vale trocar de mundo. De pulmão. De medo. De profissão...De paradigma...Vale ter filhos, não tê-los ou sequer, sabê-los, contanto que seja por amor...E amor é troca!!!
Triste de quem não tange o sagrado num ato de amor...
Infeliz , quem escarra nos sacrifícios que exige... Reescrevam os dicionários... Miserável é quem não sabe receber!
A flecha que atravessa os corações é vínculo...Não se ama com a razão...
Como se pode viver sem ter alguém por quem morrer?
Corações mudos, amores de papel, jogos de poder e posse...Isso são morais... E, da forma como broxam, deviam ser crimes !
É só por isso e, por tudo isso, que quero aquela cujos olhos brilhem ao saber que a potência, a criatividade e a paixão de um homem apontam para si...
Se não quer isso, mas quer alguém, deve querer um escravo, o oposto de contente...
Existe alguém que queira nada?
Procura-se mulher com tesão em si própria e disposta a trocar fluidos – do genital ao metafísico - Feliz por ter um amor, sábia a ponto de ensinar com a pele que - ao largo das sociobiologias - imperativo mesmo é unir duas almas em estado de troca...Unir, para muito além das subdivisões, sob quatro mãos incansáveis, para expressar sonhos táteis ...
Beijar-se os olhos sem covardias... Que arrependimento é arte do depois...
Não dá pra ser feliz e ter medo de amar ao mesmo tempo...
Amor é presente!

1 comentários:
"Eis o risco de sermos linchados por não correspondermos às idealizações..."
Este, realmente, é um risco, que todos corremos, homens e mulheres, quando não aceitamos rótulos nem carimbos impostos pelo (s) outro (s). Infelizmente, muita vezes, a vida não nos dá escolha: ou nos adequamos à forma (pré) estabelecida ou estamos fora de linha, da engrenagem -- seja esta profissional ou pessoal.
É notória a busca pelo diferencial, não é? E o que é que nos torna diferente do outro que também busca ser diferente de nós? Que, assim como nós, não quer caber na forma para não ser linchado pelos iguais, não ser colocado à "margem", não ser expulso de campo quando nem o seu "jogo" mostrou? As tuas hípóteses são bem interessantes, reconheço. Mas, imagino o quanto deve ser complicado, e nem um pouco comfortável, passar da teoria à prática quando se tem medo do futuro, quando se é amarrado ao passado. Se amar deve ser conjugado no presente, então vivamos o aqui e o agora, sem amanhãs nem talvez? Tanta contradição numa mesma pessoa, assusta, Geraldo. E tanto ou mais narcisismo, também. Depois de tanto tempo, o mesmo discurso. Rever conceitos, nem pensar. Se o presente é o que conta, parece que o passado anda te acorrentando. Prazer em te "ver" novamente, em novo layout, mas sempre o mesmo. Silvia Mendonça
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